Potencial de energia solar: Quais as melhores regiões brasileiras para captação da luz solar


O Brasil é o país que mais recebe irradiação solar em todo o mundo. Por estar localizado próximo à linha do Equador, o país recebe alta incidência de sol durante todo o dia, com pouca variação ao longo das estações do ano, em função das características de translação do planeta. Segundo o Atlas Brasileiro de Energia Solar, o país recebe, durante todo o ano, mais de 3 mil horas de brilho do sol, correspondendo a uma incidência solar diária que pode ir de 4.500 a 6.300 Wh/m².

Para se ter uma ideia, a Alemanha, que é o país que mais explora a energia fotovoltaica em todo o mundo, recebe aproximadamente 40% menos luz solar em sua região de maior potencial, em comparação com a incidência brasileira. Mesmo assim, a energia solar ainda é pouco aproveitada no Brasil, correspondendo a pouco mais de 0,02% da nossa matriz energética.

O índice de irradiação solar de cada região é medido em watt por hora por metro quadrado (Wh/m²), unidade de medida padrão da ABNT. Para calculá-lo, é usado um instrumento chamado de piranômetro, que mede a radiação total que chega a determinado ponto, sendo ela direta, difusa ou refletida. Outros aparelhos também podem ser usados para medir a radiação incidente, como o pireliômetro e o heliógrafo.

Incidência pelo país

O território brasileiro, como um todo, possui alto potencial para captação de energia solar. Comparativamente, a região que apresenta a maior disponibilidade energética é a Nordeste, em função de sua localização mais próxima à linha do Equador, seguidas pelo Centro-Oeste e Sudeste. A região Norte, também bem posicionada nesse sentido, recebe menos incidência solar, por ter características climáticas e geográficas que reduzem o alcance da radiação.

Com 5,9 kWh/m² de radiação global média, a região Nordeste se destaca também pela baixa diferenciação de incidência durante o ano. Apesar das variações regionais, porém, é pequena a diferença entre os índices de radiação registrados nas cinco diferentes regiões brasileiras. A região Sul, por exemplo, recebe a média de 5,0 kWh/m² por ano de incidência solar, valor acima do registrado em países como a Alemanha.

Considerando seu alto potencial, em qualquer uma das regiões brasileiras a exploração da energia solar para produção de eletricidade pode ser realizada em áreas de diferentes perfis. Em regiões urbanas, a possibilidade de instalação de painéis solares no alto de prédios e casas permite que consumidores e comerciantes adotem a energia solar em suas residências e comércios, gerando independência em relação às concessionárias de energia ereduzindo significativamente sua conta de luz. Já em áreas rurais, a estrutura pode ser instalada também em pontos afastados, tornando a eletricidade mais acessível no interior do país e eliminando a necessidade de extensas linhas de transmissão.


O potencial brasileiro tem destaque no cenário de energia solar mundial e aumenta ainda mais quando consideramos sua reserva de silício, que também é uma das maiores do planeta. A partir de iniciativas governamentais, o Brasil vem aumentando a participação da energia solar em seu espectro energético, dominado pelos métodos hidrelétrico e termelétrico. Com mais incentivo e a participação da população, temos todas as condições necessárias para fazer do país um grande produtor de energia solar, agente ativo e referência na transformação energética e sustentável do planeta.



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