CONHEÇA EDIFÍCIO CUJA ENERGIA É GERADA POR ALGAS

Painel solar de algas produz 5 vezes mais energia, mesmo durante a noite

Os cientistas continuam em busca de deixar as fontes de energia limpa ainda mais funcionais e eficazes. Uma alternativa que existe e tem dado muito certo são os dispositivos biofotovoltaicos, que aproveitam a fotossíntese realizada por plantas ou algas para coletar a energia do sol. As pesquisas são recentes, porém, os pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, conseguiram um avanço considerável nessa área.

Projetos que buscam utilizar biomassa como principal fonte de energia vêm ganhando força em todo o mundo.


As algas são fundamentais na luta contra a degradação do planeta, já que são as principais responsáveis pela purificação do ar. De acordo com estudos, o seu processo de fotossíntese pode ser até dez vezes mais eficiente que o de outras plantas.

Por esse e outros motivos, esse tipo de planta vem sendo cada vez mais utilizado na geração de biomassa, considerada uma das fontes com mais chances de sucesso e ampliação.

O exemplo mais recente é de um edifício em Hamburgo, na Alemanha, que foi completamente revestido com placas especiais que contêm algas capazes de produzir energia. O prédio, conhecido como BIQ house, conta com 15 apartamentos de 50 m² a 120 m².


Pioneiro nesse sistema, o projeto consiste no cultivo de algas entre as placas de vidro da fachada. Para gerar energia, elas captam tanto o calor solar como o gás carbônico da atmosfera e, em troca, devolvem uma biomassa que é transformada em biogás, distribuído na forma de energia elétrica ou de calor.

Toda a energia gerada é distribuída entre os apartamentos e ambientes comuns do edifício. O baixo consumo e a alta geração refletem na sobra de energia, que é vendida para fornecedores da rede elétrica da cidade.


Projeto reduz conta de luz

Com estética diferenciada e inovadora, os apartamentos contam com uma varanda que se assemelha a um aquário com algas. Essas plantas funcionam como uma espécie de persiana natural, que bloqueia a luz do sol e resfria o espaço interno nos dias mais quentes, além de permitir um ambiente mais claro.

O edifício pode, ainda, armazenar energia debaixo da terra durante o verão e utilizá-la alguns meses depois. Dessa forma, o projeto mostra-se ainda mais vantajoso com a possibilidade de economizar na fatura da luz no final do mês, já que o uso de ar condicionado ou aquecedor, bem como lâmpadas, é quase desnecessário.


As próximas etapas previstas, segundo os criadores, é a recuperação das algas, ricas em minerais, para produzir alimentos, assegurando um ciclo sustentável e sem desperdício.

O projeto piloto

A versão apresentada pela equipe de Cambridge, onde a célula é dividida em duas, tem muitas vantagens e funciona da seguinte forma: a coleta de energia deve estar exposta ao sol, mas a área responsável pela transformação em corrente elétrica, não. Com a divisão desses processos, os cientistas conseguiram aperfeiçoar o projeto aumentando em cinco vezes a sua densidade energética em relação a outras versões de células biofotovoltaicas. O resultado é que o aparelho pode gerar 0,5 W por metro quadrado.


A demanda e a produção ainda são baixas, um fator que dificulta o uso da tecnologia, principalmente em locais que precisam de muita eletricidade. No entanto, os cientistas afirmam que a pesquisa é recente e muita coisa ainda será explorada. Os pesquisadores de Cambridge estão trabalhando para desenvolver aplicações reais para a tecnologia, a intenção é continuar com as pesquisas mesmo com muitos desafios no caminho.


O avanço na tecnologia solar está cada vez mais presente, a energia solar está sendo explorada para alcançar novas possibilidades! Há algum tempo atrás não era possível obter energia solar durante o período noturno, porém, a nova criação do painel solar de algas pode mudar essa condição.

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