Cooperação entre Celg e Aneel instalará árvores de energia solar no Instituto Federal de Goiás

O próximo ano será de economia de energia elétrica e redução de gasto no Instituto Federal de Goiás. Serão instaladas duas árvores solares no IFG, que fazem parte da cooperação técnica entre o Instituto e a Celg D – Enel / Aneel na implantação de projetos de eficiência energética, com instalação de usinas fotovoltaicas e troca do sistema de iluminação.

Os Termos de Cooperação Técnica, um para o Câmpus Goiânia, e outro para os câmpus Anápolis, Aparecida de Goiânia, Formosa, Inhumas, Itumbiara, Jataí, Luziânia, Valparaíso, Uruaçu e Senador Canedo foram assinados pelo reitor, professor Jerônimo Rodrigues da Silva e pela diretora de Sustentabilidade nacional da Enel, Márcia Massotti.

As árvores devem ser instaladas a partir do mês de março do ano que vem, com lançamento oficial em cada unidade. Elas serão de 11 m² e devem ocupar uma área de apenas 20 m² cada uma, “representando uma economia de energia de 300 kWh/mês (cada)”, conta o economista da Celg D Adriano Ferreira de Faria, que é responsável pelos projetos de eficiência energética na empresa.

Isso representa, segundo o professor e coordenador do projeto no Campus Goiânia, José Luis Domingos, “o consumo médio mensal de energia de duas famílias, com cerca de quatro pessoas”, afirma. Cada árvore vai custar cerca de R$ 120 mil e a vida útil delas é de 20 anos.

Além da economia de energia, explica Adriano Ferreira, a árvore de energia solar também contribui para redução do gasto de gás carbônico (CO2) – são 18.390 kg de CO2 por ano -, o que equivale a 10 carros a menos nas ruas e a 110 árvores plantadas, além de redução do consumo de água utilizada nas usinas hidrelétricas comuns (113.503.016 litros de economia). A potência de sistema de cada árvore será de 2.6 kWp (potência gerada pelo sistema fotovoltaico).

Para o reitor, o Projeto Prioritário de Eficiência Energética e Minigeração no IFG – de instalação de usinas fotovoltaicas e troca de lâmpadas nos câmpus – tem grande importância pois teve origem em um trabalho de mestrado feito pelo egresso do IFG, o economista da Celg D, Adriano. “Além da economia, estamos tendo retorno dos nossos alunos ao termos um egresso voltando à Instituição”, comemora Jerônimo.

Também participaram da reunião de assinatura dos Termos, o diretor Executivo do IFG, professor Adelino Candido Pimenta, e o membro da equipe de Adriano, na Celg D, Jessé França.

O projeto

Pelos Termos da Cooperação, o projeto tem previsão de ser executado durante o ano de 2018, mas com cronograma ainda a ser definido. Em todos os câmpus, serão substituídas 32.140 lâmpadas e luminárias, além da instalação de 3.974 placas de energia solar de 315 Wp cada, 37 inversores e mais os materiais necessários.

“O que deve gerar uma economia de 80% na conta de energia de todo o IFG”, ressalta o reitor. Na Instituição, já foram instalados os sistemas de micro e minigeração solar fotovoltaico para eficiência energética nos câmpus Itumbiara e Uruaçu.

O projeto contempla como um todo cinco frentes de atuação em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D):
  • análise dos impactos técnicos nas redes de distribuição de energia em função da inserção da geração distribuída e das ações de eficiência energética,
  • análise de viabilidade econômica, desenvolvimento de tecnologias de conversores eletrônicos (CC-CC e CC-CA) para a conexão e interfaceamento de sistema FV à rede elétrica, visando a nacionalização das técnicas empregadas nesses dispositivos;
  • estudo e implantação de um sistema completo de captação e tratamento de esgoto e de uma planta piloto para conversão de energia termoelétrica a partir da utilização do biogás, e
  • estudo de telhados/coberturas das edificações no Brasil para instalação das estruturas dos painéis FV.
Fonte: Instituto Federal de Goiás

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