ESCOLAS DO RIO GRANDE DO SUL AVANÇAM COM A GERAÇÃO DE ENERGIA SOLAR

Duas escolas estaduais da região do Vale do Rio Pardo e Centro Serra comemoram a instalação de painéis fotovoltaicos e os avanços proporcionados pelo programa Escola Melhor, Sociedade Melhor, da Secretaria da Educação (Seduc), em parceria com a iniciativa privada. “Quando a sociedade também assume uma escola, seja pessoa física ou jurídica, ela fica cada vez melhor para os alunos. Se tivermos boa vontade, disposição e unidade, vamos vencer essas e outras etapas, superando resistências pela frente”, afirmou o governador José Ivo Sartori, em audiência realizada nesta quarta-feira, 21, no Palácio Piratini.
Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini
O encontro tratou, principalmente, sobre a iniciativa que permite que a comunidade faça doações às escolas estaduais, como equipamentos, mão de obra, material de construção e patrocínio para manutenção, conservação e reformas. Foram apresentadas as parcerias que possibilitaram a instalação de painéis de energia solar na Escola Estadual de Ensino Fundamental Frederico Augusto Hannemann, de Vera Cruz, com investimentos da empresa Phillip Morris, e na Escola Estadual de Ensino Médio José Luchese, de Lagoa Bonita do Sul, com recursos da Japan International Tobacco (JIT).
Para Sartori, a energia solar deve avançar, assim como a eólica, e o Estado está desburocratizando processos para incentivar o desenvolvimento do setor. “Somos incapazes de realizar todos os projetos que queremos, mas, com parcerias, a gente vai para a frente e faz a diferença. Se não houvesse essa participação externa, não teríamos resultados como esses. E isso não significa que a escola vai deixar de ser pública”, advertiu. “O Rio Grande do Sul está em um caminho de avanços. As coisas estão andando bem e o sentimento é positivo. Socialmente, estamos fazendo diferente”, reforçou.
Escola Melhor, Sociedade Melhor
“O Escola Melhor, Sociedade Melhor é um programa que facilita a participação da população, de modo a contribuir com a educação. É uma maneira muito prática e eficiente que pode trazer um grande retorno para a comunidade escolar, sem ter que lidar com a burocracia que muitas vezes atravanca os processos”, explicou o secretário da Educação, Ronald Krummenauer.
Cerca de 700 escolas da rede pública foram beneficiadas pelo programa, em 2017, com R$ 2 milhões em doações provenientes de 411 parcerias com o setor público e privado. Segundo a coordenadora do programa, Dinalva Barbosa Mendonça, a meta é buscar a adesão de 1,2 mil escolas até o final do ano de 2018. O interesse em contribuir com o programa pode ser manifestado por pessoas físicas ou jurídicas, e deve ser feito por meio das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) ou diretamente na Seduc.
Reconhecimento ambiental
A Escola José Luchese comemora também o recebimento do Selo Solar, do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas para a América Latina (Ideal), sendo o primeiro educandário do Brasil a ser contemplado. A placa certifica que a instituição atende aos critérios estabelecidos pelo órgão regulamentador das diretrizes sobre o consumo de eletricidade solar.
“É uma grande satisfação para a nossa escola. Nos esforçamos para isso acontecer, e recebemos agora o certificado pela inovação e pelo desenvolvimento que esse projeto beneficiou à comunidade escolar. Podemos economizar e proporcionar melhorias para ajudar na aprendizagem de alunos da região”, disse o coordenador da 6ª CRE, Luiz Ricardo Pinho de Moura.

Iniciativa contribui para mais conhecimento

Na Escola José Luchese, onde a instalação das placas já foi concluída, o projeto incentiva os alunos a aprenderem sobre energia solar. “Além disso, essa é uma atitude ambiental e inovadora, pois os nossos alunos já estão sabendo tudo sobre o projeto fotovoltaico, e muito mais do que nós, professores. Para mim, como educadora, isso é muito importante”, reforçou a diretora Maria Mafalda.
“O investimento faz parte de um projeto maior da empresa, e veio a calhar com as nossas intenções, além de proporcionar maior economia à escola, deixando recursos para melhorar o desempenho escolar”, reiterou o diretor de Assuntos Corporativos e Comunicação da JIT, Flávio Goulart.
Também participaram da audiência a secretária de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, Maria Helena Sartori; o supervisor de Assuntos Corporativos da JIT, Pablo Cardoso; a diretora da Escola Frederico Augusto Hannemann, Rosane Marli Petry; e a representação do deputado estadual Edson Brum.
FONTE: GAZ

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