Dia Mundial do Vento: eólicas já abastecem mais de 22 milhões de residências por mês no Brasil.

O Brasil chega ao Dia Mundial do Vento, 15 de junho, com mais de 13 GW de capacidade instalada de energia eólica em mais de 520 parques eólicos, o que significa cerca de 6.600 aerogeradores em operação pelo País, 80% deles no Nordeste. Essa infraestrutura gerou, no ano passado, 40,46TWh de energia, representando um crescimento de 26,2% em relação à geração do ano anterior e abastecendo, mensalmente, uma população de cerca de 67 milhões de pessoas (cerca de 22 milhões de residências). 

Em média, no ano passado, 7,4% de toda a geração injetada no Sistema Interligado Nacional veio de eólicas, sendo que elas chegaram a abastecer mais de 10% do País em agosto e setembro, meses que fazem parte do período chamado de “safra dos ventos”.

“No Brasil, apesar de relativamente recente, já que se desenvolveu com mais força nos últimos oito anos, a energia eólica já é uma fonte consolidada, com uma indústria 80% nacionalizada e com ótimas perspectivas de crescimento e investimento. No ano passado, a indústria eólica investiu R$ 11,4 bilhões no Brasil. 

As eólicas representam hoje 8% da matriz elétrica e serão a segunda fonte em cerca de três anos. Além disso, a eólica tem demonstrado uma vitalidade impressionante em pouco tempo. Um exemplo: no início deste ano, o Brasil subiu mais uma posição no Ranking Mundial do GWEC (Global Wind Energy Council) chegando à oitava posição. Em 2012, estávamos na 15º posição”, resume Elbia Gannoum, Presidente Executiva da ABEEólica.

O eficiente desenvolvimento da indústria eólica no Brasil pode ser explicado pela ótima qualidade dos ventos brasileiros e também pelo forte investimento das empresas que, nos últimos oito anos, construíram uma cadeia produtiva nacional para sustentar os compromissos assumidos e o enorme potencial de crescimento desta fonte de energia no Brasil.
Até 2023, serão instalados mais 4,7 GW e mais de 200 novos parques eólicos, levando o setor à marca de 17,8 GW, considerando apenas leilões já realizados e contratos firmados no mercado livre. Com novos leilões, este número será maior.

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