Grandes empresas de energias renováveis se instalam de Norte a Sul do Piauí


André Quixadá afirma que o Piauí possui um imenso potencial para aproveitamento e produção de energia eólica, englobando áreas que vão desde o litoral, a exemplo dos municípios de Cajueiro da Praia, Luís Correia e Ilha Grande de Santa Isabel; Norte do Estado, os municípios de Buriti dos Lopes, Caxingó, Cocal, São José do Divino e Piracuruca; Centro/ Norte próximo à Serra da Ibiapaba, os municípios de Buriti dos Montes, São Miguel do Tapuio e Assunção; Sudeste, próximo à Serra do Araripe, os municípios de Pio IX, Fronteiras, Caldeirão Grande, Curral Novo, Simões, Betânia, Paulistana, Queimada Nova e Lago do Barro; ao extremo Sul, próximo à Serra da Mangabeira, onde ficam os municípios de Bom Jesus, Redenção, Curimatá, Parnaguá, Avelino Lopes.

Esse é o ambiente que fez a Enercon GmbHi investir em Pio IX. O presidente da unidade Enercon Wewben Windpower no Brasil, Fernando Real, afirmou que a empresa vai investir R$ 9 bilhões, equivalentes a US$ 2,7 bilhões.

“É um projeto de longo prazo, com alto potencial de geração”, falou Fernando Real.

A Enercon GmbH não tem planos de participar dos leilões de energia do Brasil, onde os desenvolvedores competem por contratos de longo prazo para vender energia, nem venderá eletricidade no mercado à vista, informou Fernando Real. Em vez disso, o objetivo é vender os parques eólicos em desenvolvimento no Piauí e fornecer turbinas para os projetos.

A Wobben é a terceira maior fornecedora de turbinas do Brasil com base na capacidade instalada, com 1,2 GW em operação no país, segundo a Bloomberg New Energy Finance. Ela segue a General Electric Co. e a Gamesa Corp. Tecnologica SA.

A Wobben inaugurou a primeira fábrica de turbinas do país em 1995. Atualmente, a empresa tem quatro fábricas e está investindo em uma quinta instalação que fará torres para uso no Brasil e em outros lugares da América Latina. A empresa possui quatro parques eólicos em operação no Brasil.

No litoral do Piauí estão implantados os empreendimentos Ômega Geração S.A, produzindo 70 MW, e com 40 MW em fase de conclusão, investimentos da ordem de 21 milhões de dólares, e a Tractebel produzindo 18 MW com investimento na ordem de 3,1 milhões de dólares.

No Norte, o potencial está em fase de medição e estudo não podendo ainda ser estimado. No Centro-Norte, na região da Serra da Ibiapaba, os estudos estimam um potencial próximo aos 4 GW de potência.

No Sudeste, na região da Serra do Araripe, estão implantados os empreendimentos Casa dos Ventos Energia Renováveis S/A, com 360 MW, já em operação investimentos da ordem de 560 milhões de dólares; e lo Consórcio Chesf/ Contour Global, com 437 MW já em operação, investimentos da ordem de 630 milhões de dólares; a Queiroz Galvão Energia, com 416 MW em fase de conclusão investimentos de 725 milhões de dólares operação no 1º semestre de 2017; a Atlantic Energia Renováveis com 195 MW, iniciando a construção investimentos previstos de 405 milhões de dólares, entrada em operação prevista para 2018; a Votorantim Energia com 206 MW, investimentos de 347 milhões de dólares, com entrada em operação prevista para 2018.

“Além destes empreendimentos já construídos ou em construção, o Piauí tem cadastrados na Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e habilitadas a concorrer no próximo Leilão de Energia de Reserva previsto para primeiro semestre de 2019, 53 empreendimentos para construção de parques eólicos, correspondendo a 1.699 MW de potência a ser instalada”, afirma André Quixadá. (E.R.)
(Crédito: Efrém Ribeiro)

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