Renovável até ao ano 2050


As metas estão lançadas e os prazos estão determinados em vários países europeus. Desta forma, muitos deles já estão a trabalhar no que toca à produção de energia elétrica vinda de fontes “limpas”. Segundo as projeções mais recentes da BloombergNEF, a Europa produzirá 92% da sua energia elétrica através de energia renovável. E essa meta tem um prazo: até ao ano 2050.

Vemos atualmente vários países a apostar nos carros elétricos e outras soluções sem combustíveis fósseis. Os estados estão assim a aumentar os esforços na produção de energia eólica, solar e hídrica.

Queda dos preços da produção de energia incentiva os países

O aumento no crescimento de energia elétrica renovável é algo já visto atualmente em muitos países. No entanto, sabemos como é ainda lenta a transição do combustível fóssil para eletricidade. Claro que vemos mais carros elétricos a circular, mais transportes públicos com combustível limpo e um aumento na eficiência. Na verdade, na eficiência é onde se pode poupar de forma incrível.

Desta forma, estes comportamentos vão ao encontro do estudo New Energy Outlook 2019 (NEO). Demonstra assim vontade para que, até ao ano de 2050, os países mudem muito no aspeto de produção de energia. Nesse sentido, terá de haver muito investimento para construir novas infraestruturas e renovar as existentes.


Consumo de energia triplicará até 2050

Pode parecer que é simples esta mudança, mas não basta ter um carro elétrico para estarmos a deixar de poluir. De onde vem a energia que o vai carregar?

Assim, é esperado que a procura de energia cresça 62%, resultando numa capacidade de energia global que triplicará entre 2018 e 2050. Mas é fácil percebermos: mais carros elétricos e mais equipamentos a não depender dos combustíveis fósseis, precisam de mais energia elétrica.


O estudo começa a analisar as correntes tecnológicas e os preços dos combustíveis para realizar uma análise dos custos mais baixos do setor elétrico. Os resultados mostram como o uso do carvão cairá dos atuais 37% para 12% até 2050. Por outro lado, o petróleo, como fonte de energia, será virtualmente eliminado.

A energia solar e eólica crescerá dos atuais 7% para 48% até 2050. Contudo, as contribuições das energias remanescentes, como hidroelétricas, gás natural e nuclear, permanecerão praticamente no mesmo nível de uso atual.

O apelo do planeta também irá obrigar a sermos mais “limpos”

Não será só por vontade de evoluir, de sermos modernos. Na verdade, o crescimento projetado das energias renováveis, ​​a partir de 2030, indica que muitos países podem seguir uma estrada limpa para a próxima década e meia. Será compatível com a manutenção de temperaturas globais de 2 graus ou menos, de acordo com o NEO deste ano.


Portanto, esta evolução poderá acontecer sem que os governos tenham de ajudar com subsídios para a instalação de energias renováveis.

O carvão ainda é rei, mas perderá o trono

A Europa deixará de lado o uso do carvão e gás como fonte de energia rápida. Assim, ao largar esta fonte de energia consegue-se obter os 92% da energia através de fontes renováveis até 2050. A maioria das economias da Europa Ocidental já está bem encaminhada no uso de energia renovável. Dessa forma, é um objetivo realista de longo prazo.

Os Estados Unidos, por outro lado, têm gás natural de baixo custo e a China, com centrais de carvão recém-construídas, de modo que seguirão a Europa em “descarbonização”, mas a um ritmo muito mais lento.


Na China, preveem um pico na procura de energia até 2026, com uma queda de mais da metade nos próximos 20 anos. Contudo, a procura de eletricidade na Ásia mais que dobrará até 2050, tornando-se um território perfeito para as empresas de energia investirem na construção de novas infraestruturas.

Com esta nova informação, pode-se ver como a procura global de energia crescerá no futuro, aumentando a presença e o uso de energias renováveis. A capacidade total de geração terá que triplicar a existente até 2050. A eletrificação dos setores de aquecimento e transporte (carros elétricos, autocarros elétricos, aeronaves leves elétricas) reduzirá as emissões globalmente, economizando aproximadamente 126 gigatoneladas de CO2 entre os anos de 2018 e 2050.


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