Queda na demanda é o maior problema para energia eólica


Entrevista | Elbia Gannoum – Presidente da ABEEólica

Canal – Como a pandemia do novo coronavírus está afetando o setor?

Elbia Gannoum – No caso do setor eólico, o grande desafio tende a ser a queda de demanda que deve afetar os próximos leilões com contratações menores. Este não é, no entanto, um ponto em que podemos atuar diretamente ou tomar alguma providência, pois tem a ver com uma desaceleração econômica por motivos muito maiores. Entendemos que a expansão da matriz elétrica brasileira se dará por meio de renováveis, com destaque para energia eólica, então certamente haverá novas contratações de eólica nos próximos leilões, mas elas devem ser menores do que as que prevíamos no início do ano.

Canal – Já existe uma estimativa de quanto será essa queda?

Elbia Gannoum –Ainda não sabemos estimar o quanto as contratações podem cair, porque a própria crise do COVID-19 traz suas dúvidas, num cenário que se modifica com frequência. Achamos cedo para falar em números, estimar exatamente de quanto será a queda de demanda. No que se refere a equipamentos, é bom lembrar que cerca de 80% de um aerogerador é fabricado no Brasil, então nossa dependência de produtos importados é baixa e não temos registro de problemas neste ponto.

Canal – Qual a previsão para o futuro?

Elbia Gannoum – Com uma demanda baixa nos próximos leilões podemos, inclusive, ter chão de fábrica ocioso, porque os pedidos tendem a ser menores. No caso dos parques eólicos, é bom registrar que todos continuam operando, seguindo todas as normas de segurança, já que a geração de energia é da categoria de serviços essenciais.

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