Cenário pós-pandemia traz muitas oportunidades para a energia solar, diz presidente do conselho da ABSOLAR

Entre elas, destaca-se o uso da geração solar distribuída pelo poder público como ferramenta de redução de gastos e geração de empregos.


O cenário de retomada econômica após a pandemia de COVID-19 trará muitas oportunidades para o mercado de energia fotovoltaica, declarou o presidente do conselho de administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Ronaldo Koloszuk, durante uma transmissão promovida pela Solar Cavalcante Engenharia.

Ele avalia que o poder público poderá fazer uso da geração solar distribuída como ferramenta para reduzir gastos e gerar empregos. “É uma oportunidade para ajudar na retomada. Somente no âmbito federal, existem milhares de prédios públicos. O governo nem precisa investir, pois há empresas com interesse em fazer parcerias.”

Koloszuk citou como o exemplo o estado do Piauí, onde o governo promoveu projetos de parceria público privada (PPP) na intenção de reduzir os gastos com energia. “Foi feita uma PPP e o governo estadual pode reduzir a conta de luz em 20% sem gastar nada.”

O dirigente também citou a capacidade do mercado fotovoltaico em gerar empregos qualificados. “Em cinco anos, a fonte gerou 130 mil empregos. Não fosse a pandemia, seriam 120 mil novos postos de trabalho só em 2020. O crescimento é exponencial. Entregamos uma série de propostas ao governo federal para que se avalie essas oportunidades.”

Ele acredita que o setor apresentará um pequeno crescimento nesse ano. “Vivemos um momento de muita instabilidade. É difícil estimar um número, uma semana ou duas a mais de restrições fazem a diferença.” Koloszuk acrescenta que o setor não enfrenta problemas de fornecimento e que os dois maiores desafios são as medidas de restrição e isolamento, que impedem novas instalações, e a forte valorização do dólar.

O dirigente aponta que esses obstáculos impedem que o setor tenha um desempenho descolado da economia, como ocorreu anteriormente, mas ressalta que hoje as condições de investimento são melhores. “Entre o final de 2014 e 2016, enquanto o país passava por uma das piores crises da história, o mercado de geração solar distribuída crescia mais de 300% ao ano. Isso não vai ocorrer agora, em função das medidas de isolamento. Porém, naquele período o sistema fotovoltaico era mais caro e não havia opções de financiamento.”
“Agora temos mais de 70 linhas com taxas muito reduzidas. Agora, empresas e famílias que não têm dinheiro podem se financiar em bancos privados. É importante levar essa informação para os consumidores. Em muitos casos, há o dinheiro, mas a incerteza com a crise faz com que o financiamento seja adiado. Entretanto, o consumidor pode usar essa ferramenta do financiamento.”

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